quinta-feira, 28 de julho de 2016

Federico García Lorca: dois poemas selecionados - bilíngue - Postagem especial

Por Eric Silva

Extraído de Antologia Poética – Federico García Lorca
Tradução de William Angel de Mello

Semana passada publiquei aqui no blog uma resenha sobre o livro Antologia Poética de Federico García Lorca. Este livro foi o segundo do itinerário pela literatura espanhola na campanha 2016 #AnoDaEspanha, e naquela oportunidade comentei sobre os meus dois poemas preferidos na obra: Os encontros de um caracol aventureiro e Manancial. Pois, na postagem especial de hoje me decidi por trazer os dois poemas na íntegra e nos dois idiomas presentes no livro: a tradução para o português de William Angel de Mello e os poemas em sua língua original, como foram compostos pelo poeta. Espero que gostem e boa leitura!




Os encontros de um caracol aventureiro
Dezembro de 1918
(Granada)

A Ramón P. Roda

Há doçura infantil
"E o caracol, pacífico
burguês da vereda,
ignorado e humilde,
a paisagem contempla".
na manhã quieta.
As árvores estendem
seus braços à terra.
Um bafo tremente
cobre as sementeiras,
e as aranhas estendem
seus caminhos de seda
- raias no cristal limpo
do ar.

Na alameda
um manancial recita
seu canto entre as ervas.

E o caracol, pacífico
burguês da vereda,
ignorado e humilde,
a paisagem contempla.
A divina quietude
da Natureza
deu-lhe valor e fé,
e esquecendo-se das penas
de seu lar, desejou
ver o fim da senda.

Pôs-se a andar e internou-se
em um bosque de heras
e de urtigas. No meio
havia duas rãs velhas
que tomavam sol,
entediadas e enfermas.

"Esses cantos modernos"
- murmurava uma delas -
"são inúteis." "Todos,
amiga'' - lhe responde
a outra rã, que estava
ferida e quase cega -
"Quando jovem acreditava
que se finalmente Deus ouvisse
o nosso canto, teria
compaixão. E minha ciência,
pois já vivi muito,
faz com que não o creia.
Eu já não canto mais..."

As duas rãs se queixam,
pedindo uma esmola
a uma rãzinha nova
que passa presumida
apartando as ervas.

Ante o bosque sombrio
o caracol se aterra.
Quer gritar. Não pode.
As rãs aproximam-se dele.

"É uma mariposa?"
- diz a quase cega.
"Tem dois cornichos"
- a outra rã responde.
"É o caracol. Vens,
caracol, de outras terras?"

"Venho da minha casa e quero
bem depressa voltar para ela."
"É um bicho mui covarde"
- exclama a rã cega.
"Não cantas nunca?" "Não canto",
diz o caracol. "Nem rezas?"
"Tampouco - nunca aprendi."
"Nem crês na vida eterna?"
"O que é isso?"

"É viver sempre
dentro da água mais serena,
perto de uma terra florida
que rico manjar sustenta."

"Quando menino me disse
um dia minha pobre avó
que, ao morrer, eu iria
para junto das folhas mais tenras
das árvores mais altas."

"Uma herege era tua avó.
A verdade te dizemos
nós. Acreditarás nela",
dizem as rãs furiosas.

"Por que quis ver a senda?"
- geme o caracol. "Sim, creio
para sempre na vida eterna
que [me] predicais..."

As rãs,
muito pensativas, afastam-se,
e o caracol, assustado,
vai-se perdendo na mata.

As duas rãs mendigas
como esfinges ficam.
Uma delas pergunta:
"Crês tu na vida eterna?"
"Eu não", diz mui triste
a rã ferida e cega.

"Por que dissemos, então,
ao caracol que cresse?"
"Porque ... Não sei por quê"
- diz a rã cega.

"Encho-me de emoção
ao sentir a firmeza
com que chamam meus filhos
a Deus lá da acéquia ..."

O pobre caracol
volta atrás. Na senda
um silêncio ondulado
mana da alameda.
Com um grupo de formigas
encarnadas se encontra.
Vão muito alvoroçadas,
arrastando atrás de si
outra formiga que tem
truncadas as antenas.
O caracol exclama:
"Formiguinhas, paciência.
Por que assim maltratais
vossa companheira?
Contai-me o que fez.
Eu julgarei com consciência.
Conta-o tu, formiguinha."

A formiga, meio morta,
diz muito tristemente:
"Eu vi as estrelas."
"Que são as estrelas?", dizem
as formiguinhas inquietas.
E o caracol pergunta,
pensativo: "Estrelas?"

"Sim" - repete a formiga-,
"vi as estrelas,
subi na árvore mais alta
que existe na alameda
e vi milhares de olhos
dentro de minhas trevas."
O caracol pergunta:
"Mas o que são as estrelas?"
"São luzes que levamos
sobre nossa cabeça."
"Nós não as vemos'',
as formigas comentam.
E o caracol: "Minha vista
só alcança as ervas."

As formigas exclamam,
movendo as suas antenas:
"Matar-te-emos; és
preguiçosa e perversa.
O trabalho é a tua lei."

"Eu vi as estrelas",
diz a formiga ferida.
E o caracol sentencia:
"Deixai-a ir,
continuai as vossas tarefas.
É possível que, muito em breve,
já rendida, morra."

Pelo ar dulcífico,
cruzou uma abelha.
A formiga, agonizando,
cheira a tarde imensa,
e diz: "É a que vem
levar-me a uma estrela."

As demais formiguinhas
fogem ao vê-la morta.

O caracol suspira
e aturdido se afasta
cheio de confusão
por causa do eterno. "A senda
não tem fim" - exclama.
"Talvez às estrelas
se chegue por aqui.
Mas minha grande fraqueza
me impedirá de chegar.
Não pensemos mais nelas."

Tudo estava brumoso
de sol débil e névoa.
Campanários longínquos
chamam gente à igreja,
e o caracol, pacífico
burguês da vereda,
aturdido e inquieto,
a paisagem contempla.


Los encuentros de un caracol aventureiro
Diciembre de 1918
(Granada)
A Ramón P. Roda

Hay dulzura infantil
en la mañana quieta.
Los árboles extienden
sus brazos a la tierra.
Un vaho tembloroso
cubre las sementeras,
y las arañas tienden
sus caminos de seda
-rayas al cristal limpio
del aire-.
En la alameda
un manantial recita
su canto entre las hierbas.
Y el caracol, pacífico
burgués de la vereda,
ignorado y humilde,
el paisaje contempla.
La divina quietud
de la Naturaleza
le dio valor y fe,
y olvidando las penas
de su hogar, deseó
ver el fin de la senda.

Echó a andar e internose
en un bosque de yedras
y de ortigas. En medio
había dos ranas viejas
que tomaban el sol,
aburridas y enfermas.

"Esos cantos modernos
-murmuraba una de ellas-
son inútiles". "Todos,
amiga -le contesta
la otra rana, que estaba
herida y casi ciega-.
Cuando joven creía
que si al fin Dios oyera
nuestro canto, tendría
compasión. Y mi ciencia,
pues ya he vivido mucho,
hace que no lo crea.
Yo ya no canto más..."

Las dos ranas se quejan
pidiendo una limosna
a una ranita nueva
que pasa presumida
apartando las hierbas.

Ante el bosque sombrío
el caracol se aterra.
Quiere gritar. No puede.
Las ranas se le acercan.

"¿Es una mariposa?",
dice la casi ciega.
"Tiene dos cuernecitos
-la otra rana contesta-.
Es el caracol. ¿Vienes,
caracol, de otras tierras?"

"Vengo de mi casa y quiero
volverme muy pronto a ella".
"Es un bicho muy cobarde
-exclama la rana ciega-.
¿No cantas nunca?" "No canto",
dice el caracol. "¿Ni rezas?"
"Tampoco: nunca aprendí".
"¿Ni crees en la vida eterna?"
"¿Qué es eso?
"Pues vivir siempre
en el agua más serena,
junto a una tierra florida
que a un rico manjar sustenta".

"Cuando niño a mí me dijo
un día mi pobre abuela
que al morirme yo me iría
sobre las hojas más tiernas
de los árboles más altos".

"Una hereje era tu abuela.
La verdad te la decimos
nosotras. Creerás en ella",
dicen las ranas furiosas.

"¿Por qué quise ver la senda?
-gime el caracol-. Sí creo
por siempre en la vida eterna
que predicáis..."
Las ranas,
muy pensativas, se alejan.
y el caracol, asustado,
se va perdiendo en la selva.

Las dos ranas mendigas
como esfinges se quedan.
Una de ellas pregunta:
"¿Crees tú en la vida eterna?"
"Yo no", dice muy triste
la rana herida y ciega.
"¿Por qué hemos dicho, entonces,
al caracol que crea?"
"Por qué... No sé por qué
-dice la rana ciega-.
Me lleno de emoción
al sentir la firmeza
con que llaman mis hijos
a Dios desde la acequia..."

El pobre caracol
vuelve atrás. Ya en la senda
un silencio ondulado
mana de la alameda.
Con un grupo de hormigas
encarnadas se encuentra.
Van muy alborotadas,
arrastrando tras ellas
a otra hormiga que tiene
tronchadas las antenas.
El caracol exclama:
"Hormiguitas, paciencia.
¿Por qué así maltratáis
a vuestra compañera?
Contadme lo que ha hecho.
Yo juzgaré en conciencia.
Cuéntalo tú, hormiguita".

La hormiga, medio muerta,
dice muy tristemente
"Yo he visto las estrellas."

"¿Qué son las estrellas?", dicen
las hormigas inquietas.
Y el caracol pregunta
pensativo: "¿Estrellas?"
"Sí -repite la hormiga-,
he visto las estrellas,
subí al árbol más alto
que tiene la alameda
y vi miles de ojos
dentro de mis tinieblas".
El caracol pregunta:
"¿Pero qué son las estrellas?"
"Son luces que llevamos
sobre nuestra cabeza".
"Nosotras no las vemos",
las hormigas comentan.
Y el caracol: "Mi vista
sólo alcanza a las hierbas."

Las hormigas exclaman
moviendo sus antenas:
"Te mataremos; eres
perezosa y perversa.
El trabajo es tu ley."

"Yo he visto a las estrellas",
dice la hormiga herida.
Y el caracol sentencia:
"Dejadla que se vaya.
seguid vuestras faenas.
Es fácil que muy pronto
ya rendida se muera".

Por el aire dulzón
ha cruzado una abeja.
La hormiga, agonizando,
huele la tarde inmensa,
y dice: "Es la que viene
a llevarme a una estrella".

Las demás hormiguitas
huyen al verla muerta.

El caracol suspira
y aturdido se aleja
lleno de confusión
por lo eterno. "La senda
no tiene fin -exclama-.
Acaso a las estrellas
se llegue por aquí.
Pero mi gran torpeza
me impedirá llegar.
No hay que pensar en ellas".

Todo estaba brumoso
de sol débil y niebla.
Campanarios lejanos
llaman gente a la iglesia,
y el caracol, pacífico
burgués de la vereda,
aturdido e inquieto,
el paisaje contempla.

Manancial
Fragmento
1919

"Lutando sob o peso da sombra,
um manancial cantava.
Aproximei-me para escutar-lhe o canto,
mas meu coração não entende nada".

A sombra adormeceu na pradaria.
Os mananciais cantam.

Ante o largo crepúsculo de inverno
meu coração sonhava.
Quem pudera entender os mananciais,
o segredo da água
recém-nascida, esse cantar oculto
a todos os olhares
do espírito, doce melodia
além das almas...?

Lutando sob o peso da sombra,
um manancial cantava.
Aproximei-me para escutar-lhe o canto,
mas meu coração não entende nada.

Era um brotar de estrelas invisíveis
sobre a erva casta,
nascimento do Verbo da terra
por um sexo sem mancha.

Meu choupo centenário da veiga
suas folhas meneava,
e eram folhas trêmulas de ocaso
como estrelas de prata.
O resumo de um céu de verão
era o grande choupo.
Mansas
e turvas de penumbra eu sentia
as canções da água.

Que alfabeto de auroras compôs
suas escuras palavras?
Que lábios as pronunciam? E que dizem
à estrela distante?
Meu coração é mau, Senhor! Sinto na carne
a implacável brasa
do pecado. Meus mares interiores
ficaram sem praias.
Teu farol se apagou. Eis que os acende
meu coração de chamas!
Mas o negro segredo da noite
e o segredo da água
são mistérios tão-somente para o olho
da consciência humana?
A névoa do mistério não estremece
a árvore, o inseto e a montanha?
O terror das sombras, não o sentem
as pedras e as plantas?
É som tão-somente esta voz minha?
E o casto manancial não diz nada?

Mas eu sinto na água
algo que me estremece ..., como um vento
que agita as ramagens de minha alma.

Sê árvore!
(Disse uma voz à distância.)

E houve uma torrente de luzeiros
sobre o céu sem mancha.
Eu me incrustei no choupo centenário
com tristeza e com ânsia.
Qual Dafne varonil que foge medrosa
de um Apolo de sombra e de nostalgia.
Meu espírito fundiu-se com as folhas
e foi meu sangue seiva.
Em untuosa resina converteu-se
a fonte de minhas lágrimas.
O coração foi-se com as raízes,
e minha paixão humana,
fazendo feridas na rude carne,
fugaz me abandonava.

Ante o largo crepúsculo de inverno
eu torcia os ramos
gozando dos ritmos ignorados
entre a brisa gelada.

Senti sobre meus braços doces ninhos,
acariciar de asas,
e senti mil abelhas campesinas
que em meus dedos zumbiam.
Tinha uma colméia de ouro vivo
nas velhas entranhas!
A paisagem e a terra se perderam,
só o céu restava,
e escutei o débil ruído dos astros
e o respirar das montanhas.

Não poderão compreender minhas doces folhas
o segredo da água?
Chegarão minhas raízes aos reinos
onde nasce e se coagula?
Inclinei minhas ramagens para o céu
que as ondas copiavam,
molhei as folhas no cristalino
diamante azul que canta,
e senti borbotar os mananciais,
escutando-os como se fossem humanos.
Era o mesmo fluir cheio de música
de ciência ignorada.

Ao levantar meus braços gigantescos
ante o azul, estava
cheio de névoa espessa, de orvalho
e de luz murchada.
Tive a grande tristeza vegetal,
o amor pelas asas.
Para poder lançar-me com os ventos
às estrelas brancas.
Mas meu coração nas raízes
triste me murmurava:
"Se não compreendes os mananciais,
morre e quebra teus ramos!"

Senhor, arranca-me do chão! Dá-me ouvidos
que entendam as águas!
Dá-me uma voz que por amor arranque
o segredo das ondas encantadas,
para acender seu farol só peço
óleo de palavras.

"Sê rouxinol!", diz uma voz perdida
na morta distância,
e uma torrente de cálidos luzeiros
brotou do seio que a noite guarda.
......................................................
......................................................


Manantial
Fragmento
1919

La sombra se ha dormido en la pradera.
Los manantiales cantan.

Frente al ancho crepúsculo de invierno
mi corazón soñaba.
¿Quién pudiera entender los manantiales,
el secreto del agua
recién nacida, ese cantar oculto
a todas las miradas
del espíritu, dulce melodía
más allá de las almas...?

Luchando bajo el peso de la sombra,
un manantial cantaba.
Yo me acerqué para escuchar su canto,
pero mi corazón no entiende nada.

Era un brotar de estrellas invisibles
sobre la hierba casta,
nacimiento del Verbo de la tierra
por un sexo sin mancha.

Mi chopo centenario de la vega
sus hojas meneaba,
y eran hojas trémulas de ocaso
como estrellas de plata.
El resumen de un cielo de verano
era el gran chopo. Mansas
y turbias de penumbra yo sentía
las canciones del agua.

¿Qué alfabeto de auroras ha compuesto
sus oscuras palabras?
¿Qué labios las pronuncian? ¿Y qué dicen
a la estrella lejana?
¡Mi corazón es malo, Señor! Siento en mi carne
la implacable brasa
del pecado. Mis mares interiores
se quedaron sin playas.
Tu faro se apagó. ¡Ya los alumbra
mi corazón de llamas!
Pero el negro secreto de la noche
y el secreto del agua
¿son misterios tan sólo para el ojo
de la conciencia humana?
¿La niebla del misterio no estremece
e1 árbol, el insecto y la montaña?
¿El terror de las sombras no lo sienten
las piedras y las plantas?
¿Es sonido tan sólo esta voz mía?
¿Y el casto manantial no dice nada?

Mas yo siento en el agua
algo que me estremece..., como un aire
que agita los ramajes de mi alma.

¡Sé árbol! (Dijo una voz en la distancia.)
Y hubo un torrente de luceros
sobre el cielo sin mancha.

Yo me incrusté en el chopo centenario
con tristeza y con ansia.
Cual Dafne varonil que huye miedosa
de un Apolo de sombra y de nostalgia.
Mi espíritu fundiose con las hojas
y fue mi sangre savia.
En untuosa resina convirtiose
la fuente de mis lágrimas
El corazón se fue con las raíces,
y mi pasión humana,
haciendo heridas en la ruda carne,
fugaz me abandonaba.

Frente al ancho crepúsculo de invierno
yo torcía las ramas
gozando de los ritmos ignorados
entre la brisa helada.

Sentí sobre mis brazos dulces nidos,
acariciar de alas,
y sentí mil abejas campesinas
que en mis dedos zumbaban.
¡Tenía una colmena de oro vivo
en las viejas entrañas!
El paisaje y la tierra se perdieron,
sólo el cielo quedaba,
y escuché el débil ruido de los astros
y el respirar de las montañas.

¿No podrán comprender mis dulces hojas
el secreto del agua?
¿Llegarán mis raíces a los reinos
donde nace y se cuaja?
Incliné mis ramajes hacia el cielo
que las ondas copiaban,
mojé las hojas en el cristalino
diamante azul que canta,
y sentí borbotar los manantiales
como de humano yo los escuchara
Era el mismo fluir lleno de música
y de ciencia ignorada.

Al levantar mis brazos gigantescos
frente al azul, estaba
lleno de niebla espesa, de rocío
y de luz marchitada.

Tuve la gran tristeza vegetal,
el amor a las alas.
Para poder lanzarse con los vientos
a las estrellas blancas.
Pero mi corazón en las raíces
triste me murmuraba:
"Si no comprendes a los manantiales,
¡muere y troncha tus ramas"!

¡Señor, arráncame del suelo! ¡Dame oídos
que entiendan a las aguas!
Dame una voz que por amor arranque
su secreto a las ondas encantadas,
para encender su faro sólo pido
aceite de palabras.

"Sé ruiseñor!", dice una voz perdida
en la muerta distancia,
y un torrente de cálidos luceros
brotó del seno que la noche guarda.
........................................................

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...